Morreu este domingo, aos 33 anos, Raul Freitas, amplamente conhecido como "CR7 das centralinas". Era muito popular no mundo das modificações de automóveis em Portugal, mas também soma polémicas e comentários adversos nas redes sociais.
Raul Freitas morreu este domingo (31 de maio) aos 33 anos de idade. Era uma figura bem conhecida no mundo das modificações de automóveis e de reprogramação de centralinas.
O autointitulado "CR7 das Centralinas" terá sido encontrado sem vida na oficina que fundou, no concelho de Paredes, informa a Beira-Baixa TV. A empresa que liderava confirmou o óbito, escusando-se a prestar esclarecimentos adicionais sobre as circunstâncias em que o mesmo ocorreu.
"É com enorme pesar e profunda dor que comunicamos o falecimento do nosso querido CR7 das Centralinas. Neste momento de luto, pedimos a compreensão e o respeito de todos. Por decisão da família, e em respeito à sua memória, não serão prestados esclarecimentos sobre as circunstâncias do seu falecimento", pode ler-se num comunicado publicado nas páginas das redes sociais da oficina que Raul Freitas fundou, em que é ainda lançado um repto no sentido de todos os que lhe eram próximos lhe prestarem uma homenagem no próximo dia 13 de junho.
Um estilo de comunicação simples e divertido - como é exemplo a sua expressão "Habemus Papa Amore" - granjeou-lhe mais de 300 mil seguidores no Facebook e 111 mil no Instagram. Raul Freitas partilhava frequentemente vídeos dos seus trabalhos e com clientes - como fizera na véspera da morte. Dedicava-se à modificação e personalização automóvel e reprogramação de centralinas, mas também a diagnósticos e revisões
Num vídeo publicado em novembro passado, Raul Freitas admitiu ter-se "perdido" no meio do sucesso, tendo problemas com drogas que "levaram tudo: a família, os amigos, os clientes e, o pior de tudo, levaram-me a mim mesmo", disse. Numa outra publicação, deu conta de problemas de depressão.
Apesar de ter milhares de seguidores e da publicação regular de vídeos com clientes alegadamente satisfeitos, nas redes sociais, há comentários acerca de pretensos trabalhos mal feitos por Raul e pela garagem que liderava. Existe, até, um grupo (privado) de alegados clientes lesados com 45,5 mil membros.

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