Cristiano Ronaldo prepara-se, aos 41 anos, para competir no seu sexto Campeonato do Mundo, algo inédito na história do futebol, e, além do sonho do título com Portugal, irá ter novos recordes para bater, mas também para defender.
OMundial2026, que vai decorrer nos Estados Unidos, Canadá e México, será o sexto do avançado madeirense - muito provavelmente,, também o último -, mas nesse 'campeonato' terá Lionel Messi, da Argentina, a fazer o mesmo, e também o mexicano Guillermo Ochoa, embora o antigo guarda-redes do AVS não tenha somado qualquer minuto em 2006, na Alemanha, e em 2010, na África do Sul.
Este será mais um recorde para a extensa lista do capitão da seleção nacional, embora de forma partilhada, mas deverão existir mais capítulos para registar na biografia de Ronaldo, sobretudo a nível nacional.
O atual jogador do Al Nassr tem tudo para ultrapassar Pepe, retirado após o Euro2024, em dois 'campeonatos' (mais velho a jogar e a marcar) e também o 'rei' Eusébio, que continua até hoje como o melhor marcador de sempre de Portugal em Mundiais, com os nove golos, todos alcançados em 1966, em Inglaterra, no que é até hoje a melhor campanha lusa.
Ronaldo chega à América do Norte com oito golos em 22 jogos em Campeonatos do Mundo e pode mesmo ocupar o 'trono' que foi tanto tempo de Eusébio, reforçando ainda mais o seu vasto 'império', que tem como 'bandeira' os 227 jogos e 143 golos no futebol de seleções, números que eram impensáveis há uns anos.
Esse número poderá já hoje ser alterado, caso o capitão seja utilizado perante a Nigéria, no último encontro de preparação de Portugal para o Mundial2026.
Ronaldo chega à competição como o único jogador a marcar em cinco edições, bastando só um golo para chegar a seis, afastando o perigo de ser igualado por Messi, e tem tudo para ultrapassar os 39 anos e 283 dias de Pepe como marcador mais velho da seleção lusa na prova.
O antigo central é mesmo o segundo com mais idade a 'faturar' em Mundiais, atrás dos 42 anos e 39 dias do camaronês e lendário Roger Milla, alcançado em 1994, precisamente nos Estados Unidos.
Caso não aconteça algo inesperado, Ronaldo vai ultrapassar os 41 anos, quatro meses e nove dias de Pepe como o jogador mais velho a atuar por Portugal. Isso irá já acontecer em 17 de junho frente à República Democrática do Congo, caso seja utilizado.
Na lista dos jogadores com mais jogos, antes do arranque da competição, os 22 de Ronaldo estão 'bloqueados' pelos 26 de Messi, mas, mesmo assim, o português, já depois de ter ultrapassado Maradona em 2022, deverá agora deixar para trás nomes lendários como o italiano Paolo Maldini (23) e os germânicos Miroslav Klose (24) e Lothar Matthaus (25), subindo ao segundo lugar.
Ronaldo tem ainda a defender o título de jogador mais velho a marcar um 'hat-trick' em Mundiais, quando o alcançou em 2018 perante Espanha, com 33 anos e 130 dias, e terá a sexta oportunidade para finalmente ser decisivo na fase a eliminar, já que todos os seus golos foram alcançados ainda durante os grupos.
O 'livro' de Cristiano Ronaldo em Campeonatos do Mundo começou a ser escrito em 2006, na Alemanha, com apenas 21 anos, naquela que acabou por ser, com Luiz Felipe Scolari, a segunda melhor participação de sempre de Portugal, que terminou a prova na quarta posição.
O madeirense foi titular em seis dos setes jogos da seleção nacional, marcou na vitória sobre o Irão (2-0), na segunda jornada da fase de grupos, tendo também convertido a grande penalidade decisiva perante a Inglaterra nos quartos de final, no desempate final.
A campanha lusa foi mais curta em 2010, na África do Sul, sob o comando de Carlos Queiroz, e, já depois de ter marcado também na segunda jornada da fase de grupos, na goleada perante a Coreia do Norte (7-0), Ronaldo acabou o torneio em 'choque' com o selecionador, após a eliminação com a Espanha nos 'oitavos'.
A experiência do avançado no Brasil2014, com Paulo Bento, foi para esquecer, não só pela eliminação ainda na fase de grupos (Ronaldo marcou na terceira e última jornada frente ao Gana), mas também por ter atuado com claros problemas físicos.
O Campeonato do Mundo em que se revelou mais produtivo foi aconteceu quatro anos depois, na Rússia, com o tal 'hat-trick' no jogo de estreia, com a Espanha (3-3), e com novo golo perante Marrocos (1-0), na segunda ronda do grupo, ficando depois em branco até aos oitavos de final, em que Portugal acabou afastado pelo Uruguai (2-1).
Em 2022, o Qatar iria ser, supostamente, o palco da 'última dança' de Cristiano, que se despediu em lágrimas nos quartos de final, após a derrota com Marrocos (1-0), e em que pela primeira vez perdeu um lugar no 'onze' inicial.
Ronaldo marcou logo na estreia com o Gana (3-2), mas não mais fez o 'siiimmmmmm', sendo relegado para o banco de suplentes no arranque da fase a eliminar, na goleada por 6-1 sobre a Suíça (o substituto Gonçalo Ramos assinou três golos), depois de se ter mostrado publicamente desagrado com as opções do selecionador Fernando Santos.

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