A RENAMO rejeita qualquer possibilidade de indemnizar o histórico António Muchanga e questiona a sua autoridade moral e política para exigir compensações, no contexto da disputa judicial iniciada após a sua suspensão.
António Muchanga, histórico da RENAMO, durante uma conferência de imprensa em Maputo
António Muchanga é uma das vozes mais críticas da atual liderança da RENAMOFoto: R. da Silva/DW
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"Na RENAMO não há indemnização a ninguém, porque não é a RENAMO que deve indemnizar. Nós sabemos quem tem que indemnizar aqueles que morreram dos esquadrões da morte", disse esta quinta-feira (04.06) em conferência de imprensa, em Maputo, o chefe nacional de mobilização do partido, Geraldo Carvalho.
Na terça-feira (02:06), António Muchanga submeteu uma ação judicial para anular a decisão que determinou a sua suspensão do partido, aprovada em fevereiro, na sequência das críticas públicas dirigidas à liderança de Ossufo Momade.
O histórico dirigente alega que o processo disciplinar instaurado contra si violou os estatutos da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e disse afirmou esperar a responsabilização dos autores da sanção, admitindo ainda a possibilidade de reclamar uma indemnização por alegados danos morais.
Muchanga, que é uma das vozes mais críticas da atual liderança do partido, não excluiu uma candidatura à presidência da RENAMO, afirmando que pretende remover os obstáculos que, na sua perspetiva, condicionam o funcionamento normal da organização.
Ossufo Momade contestado internamente
Tem aumentado nos últimos meses a contestação interna a Ossufo Momade, com antigos dirigentes, ex-guerrilheiros e militantes a exigirem mudanças na condução do partido.
Geraldo Carvalho argumenta que foi a RENAMO que indicou Muchanga para diversos cargos e responsabilidades dentro da organização, incluindo funções na Assembleia da República, considerando que o percurso político do antigo deputado está diretamente ligado ao partido.
"Foi a RENAMO quem conferiu ao senhor António Muchanga a oportunidade de se afirmar no panorama político nacional. Foi a RENAMO que o indicou para ocupar vários cargos e funções dentro do partido", afirmou o o chefe nacional de mobilização do partido, segundo o qual eventuais pedidos de indemnização não devem ser dirigidos ao partido

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