O Governo russo prometeu hoje uma resposta "eficaz" e "firme" ao futuro pacote de sanções que a União Europeia (UE) está a ponderar contra Moscovo, com restrições nos setores da energia, das criptomoedas, do comércio e da pesca.
Aproposta de pacote de sanções europeu inclui ainda a proibição de entrada no território da UE de qualquer pessoa que tenha servido nas forças russas desde o início da invasão da Ucrânia.
"Naturalmente, responderemos ao último pacote de sanções da UE com medidas eficazes e firmes", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, segundo noticiou a agência de notícias russa Interfax.
"A Rússia condena veementemente todas as medidas unilaterais e ilegítimas, e cada vez mais países partilham e apoiam esta posição", acrescentou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs na terça-feira novas sanções contra a Rússia para manter a pressão que sufoca a economia russa, em retaliação pela invasão da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022 por ordem do Presidente russo, Vladimir Putin.
"Concentramo-nos nos setores de maior impacto, que são a energia, os serviços financeiros e as criptomoedas, o comércio e, pela primeira vez, a pesca", afirmou, em Bruxelas, durante o anúncio das grandes linhas do 21.º pacote de sanções contra a Rússia, que ainda depende da aprovação por unanimidade dos Vinte e Sete.
Segundo a conservadora alemã, os sucessivos pacotes de sanções permitiram "isolar a Rússia dos mercados de capitais globais", o que levou a uma "desaceleração drástica" da economia do país e sujeitou o seu orçamento a "uma pressão crescente".
"Mais de dois terços da liquidez dos ativos do seu fundo soberano desapareceram", afirmou.

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