O Governo ucraniano pediu hoje uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas na sequência do "segundo ataque massivo" em poucos dias levado a cabo pelo Exército russo contra a capital ucraniana, Kyiv.
"A Ucrânia solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, lembrando que os ataques provocaram pelo menos 45 mortos na última semana.
O chefe da diplomacia ucraniana apelou ainda à presidência rotativa do Conselho de Segurança, atualmente assegurada pela República Democrática do Congo, bem como aos restantes membros do órgão, para apoiarem o pedido apresentado por Kyiv.
Sybiha sustentou que "respostas tardias ou fracas não conseguem travar o terror" e acrescentou que "apenas uma ação firme, baseada em princípios e atempada, o conseguirá".
"A comunidade internacional deve manter-se unida para dissuadir o agressor e continuar a promover uma paz abrangente, justa e duradoura, em conformidade com a Carta das Nações Unidas", declarou.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o ministro sublinhou também que "cada míssil russo lançado contra a Ucrânia transporta uma mensagem que vai além das fronteiras ucranianas".
"[Moscovo] procura através destes ataques convencer o mundo de que a violência pode substituir o direito, de que o medo é mais forte do que a solidariedade e de que a brutalidade fica impune", argumentou Sybiha.
As autoridades ucranianas denunciaram que a mais recente vaga de ataques --- durante a qual foram lançados mais de 350 drones e cerca de 70 mísseis, segundo a Força Aérea da Ucrânia -- provocou pelo menos 18 mortos em Kiev, poucos dias depois de outro bombardeamento de grande escala lançado pela Rússia ter causado 31 mortos na capital ucraniana.
Por seu lado, o Ministério da Defesa russo confirmou um "ataque massivo" contra a Ucrânia, que descreveu como "uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis na Rússia".
O ministério indicou ter atingido "instalações da indústria militar e infraestruturas de combustível e energia" em Kiev e na região de Kiev, bem como "infraestruturas de aeródromos militares" nas regiões de Kyiv, Dnipropetrovsk, Poltava, Tcherkassi e Tchernihiv.
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