Pacientes denunciam aplicação de medicamentos fora do prazo em Chigubo

 


Pacientes denunciam aplicação de medicamentos fora do prazo, há quatro meses, no Centro de Saúde de Chigubo, em Gaza. No entanto, a Direcção Provincial de Saúde diz que sector tem stock de medicamentos para os próximos 14 meses e diz que as acusações são infundadas, mas admite investigar o caso.

O Centro de Saúde de Ndindiza, no distrito de Chigubo, mais a norte da província de Gaza, é acusado de administrar medicamentos fora do prazo de validade aos pacientes. O caso mais recente ocorreu em Abril deste ano. Elias Chaúque, de 56 anos de idade, alega que na sequência de uma consulta hospitalar recebeu um medicamento cujo prazo de validade era Dezembro de 2025.

A aplicação, entretanto, ocorreu no dia 21 de Abril, quatro meses após o limite estabelecido pelo fabricante. 

O administrador do distrito de Chigubo, Almeida Guelume confirma a denúncia, na qual são indiciados de negligência vários gestores da unidade sanitária de Chigubo, incluindo a Directora Distrital de Saúde.

“Tomamos conhecimento através das redes sociais, da circulação de uma informação, dando conta que há um paciente que foi administrado medicamento fora do prazo no Centro de Saúde. À luz daquilo que preconiza o funcionamento da administração pública, nós estamos a fazer um trabalho interno para se apurar a veracidade destes factos e, se concluir, haver alguma culpabilidade dos nossos colegas que atenderam ou estiveram naquele dia em que o paciente se fez ao Centro de Saúde, iremos tomar as devidas medidas administrativas em função àquilo que emana o Estatuto Geral, os funcionários agentes do Estado e demais leis que orientam o funcionamento da administração pública”, declarou Almeida Guelume, Administrador de Chigubo. 

Após ingerir o medicamento, o paciente que deu entrada com quadro diarreia começou a registar alergias, por isso, exige responsabilização aos implicados.

Reagindo, a Direcção provincial de Saúde avançou que o sector tem stock de medicamentos para os próximos 14 meses e que a denúncia é infundada e não há evidências de que o paciente tenha sido realmente administrador um fármaco no centro de saúde de Chigubo.

O Médico Chefe diz, no entanto, que decorre uma averiguação aprofundada cujo resultado será anunciado nos próximos dias.

Enquanto aguarda pelos resultados da investigação do sector da saúde, o paciente submeteu o caso à procuradoria distrital de Chigubo.

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