Presidente da Frelimo quer a rentabilização dos monumentos históricos do país

   

Chapo

O presidente da Frelimo propôs a criação de um Programa concreto para a reabilitação e requalificação dos locais históricos, como forma de valorizar a história do país, atrair turistas e pesquisadores, bem como promover a educação patriótica dos moçambicanos. Daniel Chapo falava no encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, num dia em que chamou atenção aos líderes africanos a usarem os seus recursos para o benefício das populações. 

Por volta das 14 horas desta segunda-feira, o Presidente da Frelimo procedeu ao encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, que reuniu mais de duas centenas de membros e convidados, para reflectir sobre a vida da agremiação e os desafios da Governação.   

Para além dos documentos internos desta organização social da Frelimo, debate sobre os desafios dos antigos combatentes e desafios do país, o que marcou o segundo dia da sessão ordinária,foi a eleição e investidura de Xavier Nelson Toniquel, eleito Presidente do conselho fiscal Nacional da ACLLN, o órgão responsável por fiscalizar o funcionamento interno e garantir a boa gestão dos seus recursos da Frelimo. 

A reunião expôs a necessidade de o Estado olhar mais para as condições de vida dos veteranos e Daniel Chapo está ciente. 

Falando a centenas de espectadores, no pódio da sala de congresso da Escola do Partido, na Matola, Chapo defendeu que apesar de não ter preço o “sacrifício dos libertadores da pátria”, é preciso cumprir e cumprir o que está plasmado nas leis moçambicanas, em relação aos benefícios a que tem direito os combatentes e seus dependentes.

“Durante os nossos debates, foi reiterada a necessidade de implementação integral dos direitos dos veteranos da Luta de Libertação Nacional e seus descendentes, tal como plasmados na Constituição da República de Moçambique e nas leis específicas. As matérias relativas à melhoria da pensão, de reforma, assistência médica e medicamentosa e à prioridade do acesso aos serviços públicos, principalmente de saúde, voltaram a dominar os nossos debates nesta quarta sessão. Como Governo, renovamos o compromisso de continuarmos a trabalhar com mais vigor para valorizar e garantir uma vida condigna àqueles melhores filhos da pátria moçambicana que consentiram os maiores sacrifícios da sua vida, perderam sua juventude na luta contra o regime colonial fascista e até a conquista da independência nacional, a 25 de junho de 1975”. 

E este grupo deverá continuar a ter privilégios, na educação, saúde e outros.

“A questão da formação, em especial no que concerne a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos combatentes, o atendimento humanizado nas unidades sanitárias, o empoderamento econômico, são aspetos que devem continuar nas prioridades do governo e da sociedade em geral para os veteranos da Luta de Libertação Nacional”, declarou Chapo, tendo arrancado aplausos dos “camaradas”. 

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