O Exército de Israel anunciou hoje a morte de Yusef Aish Awad Ramadan, subcomandante da unidade de elite do braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), envolvido no sequestro de quatro reféns a 07 de outubro de 2023.
"As forças do Exército israelita do Comando Sul atacaram ontem, segunda-feira, no centro da Faixa de Gaza e mataram o terrorista Yusef Aish Auad Ramchan, subcomandante da célula terrorista Nujba do Hamas", afirma o Exército israelita num comunicado relativamente ao ataque no qual foi morto aquele membro do movimento e do qual publicou um vídeo.
Segundo a autoridade militar israelita, Ramadan "participou no sequestro de Hirsch Goldberg Polin, o falecido Eli-Ha Cohen, Alon Ohel e Or Levi, em Migonit" numa encruzilhada do kibutz Reim.
"Durante a guerra e recentemente, o terrorista promoveu complôs contra as forças do Exército e os cidadãos do Estado de Israel, e, portanto, representava uma ameaça imediata para as nossas forças que operam na Faixa de Gaza", acrescentou.
Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o movimento islamita palestiniano Hamas, horas após este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.
Desde que entrou em vigor um acordo de cessar-fogo em Gaza, a 10 de outubro de 2025, mais de 900 palestinianos foram mortos e cerca de 2.700 ficaram feridos em ataques do Exército israelita, segundo números do Ministério da Saúde local, que a ONU considera fidedignos.
Durante esse mesmo período, os corpos de outros 777 palestinianos foram recuperados. No total, a guerra de retaliação de Israel no enclave palestiniano fez até agora 72.800 mortos, entre os quais mais de 21.000 crianças, e mais de 170 mil feridos.
Há três dias, o primeiro-ministro israelita anunciou ter ordenado ao Exército para assumir o controlo de novos territórios em Gaza, uma decisão logo condenada pelo Hamas.
"Controlamos agora 60% do território da Faixa de Gaza", declarou Benjamin Netanyahu, acrescentando ter ordenado ao Exército que aumentasse essa percentagem para 70%.
"Numa flagrante violação de todos os acordos, como é seu hábito, Netanyahu anunciou a extensão do controlo de Israel para 70% da Faixa de Gaza, enquanto prosseguem os assassínios e a fome", acusou Bassem Naim, membro do gabinete político do Hamas.
Noutro comunicado, o Hamas criticou o "silêncio total" do "Conselho de Paz" do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do seu alto representante para Gaza, Nikolai Mladenov, sobre esta questão.
A primeira fase da trégua, entrada em vigor em outubro de 2025, permitiu a libertação dos últimos reféns capturados durante o ataque do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, em troca de palestinianos detidos por Israel nas prisões.
A passagem à segunda fase, que devia incluir o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do Exército israelita do território palestiniano, está há vários meses paralisada.
Nos termos do frágil cessar-fogo vigente, as forças israelitas deviam recuar para a "linha amarela", nome dado a uma linha de demarcação entre a zona sob o controlo do Hamas e a controlada pelo Exército de Israel, o que daria a este último o controlo de um pouco mais que 50% do exíguo território do enclave palestiniano.
A Faixa de Gaza continua a ser palco de atos de violência diários, com o Exército israelita e o Hamas a acusarem-se mutuamente de violar o cessar-fogo.

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